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BRIGADA CONTRA A CORRUPÇÃO BRASILEIRA

LULA, O GRANDE LETRADO E O MAIOR DOS JURISTAS, DISCURSANDO EM ENTREVISTA EM SANTA CATARINA, SOBRE O EPISÓDIO DA MINISTRA DO STF NA OMC: "ELLEN GRACIE DEVIA TER ESTUDADO MAIS." ELE, SIMPLESMENTE ESTUDADO!

Emendando os bigodes

Jornal da Besta Fubana
 

E por falar em bulling....

JC Online

Inácio Feitosa - inacio@esbj.com.br

A novela Caminho das Índias mostra de forma clara, precisa e direta uma escola que vivencia o bulling. Mesmo não sendo um sujeito televisivo, tenho que admitir que assisto quando posso a trama global para acompanhar o personagem Zeca, o valentão da escola e terror dos estudantes. De tão importante, este assunto agora é objeto de um projeto de lei municipal (nº 69/09) na Capital Paulista, de autoria do professor Gabriel Chalita.

Caso o projeto fosse aprovado hoje, o bulling receberia sua primeira definição legal no Brasil. Ficaria definido como sendo: "A prática de atos de violência física ou psicológica, de modo intencional e repetitivo, exercida por indivíduo ou grupos de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir, causar dor, angústia ou humilhação à vítima." (sic)

Se algum legislador pedisse meu palpite, eu sugeriria a tipificação também do cyberbulling. Ou seja, o bulling praticado no ambiente cibernético. Aliás, o MEC é quem deveria pensar nisso, não eu, nem os vereadores paulistas. O MEC poderia ter antecipado essa discussão sobre um tema tão complexo e importante para a educação e a família brasileira. Inclusive, abrangendo-o para todo o sistema educacional, seja público ou privado. Creio que os educadores ministeriais de plantão no planalto não assistem às novelas dos concorrentes. Preferem suas próprias tramaturgias educacionais, a exemplo do Enade, do novo Enem, etc. Voltemos a São Paulo...

A proposta paulista é inovadora. Ao dispor sobre a inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate ao bulling escolar no projeto pedagógico elaborado pelas escolas públicas de educação básica do município, o projeto reconhece que o problema existe e que deve ser tratado pelas autoridades, não apenas pelas novelas. Isso chama-se compromisso social.

Infelizmente, as escolas e universidades não estão preparadas para o bulling. Preferem acreditar que ele não existe. As vítimas e testemunhas também não têm coragem de agir contra os ofensores, gerando mais impunidade. Em 1993, o professor Olweus realizou pesquisa nos países escandinavos, a fim de mostrar as formas mais comuns de bulling. As respostas de estudantes, professores e pais foram as seguintes: 52% apelidos pejorativos e discriminativos, 21% ameaças, 12% furtos de pertences, 9% agressões físicas e 5% exclusão do grupo.

O pecado. Ao determinar: "As escolas devem manter o histórico das ocorrências de bulling em suas dependências, atualizado, e enviar relatório, via sistema de monitoramento de ocorrências, à Secretaria Municipal de Educação", o projeto cria o "cadastro dos alunos malcriados". Defendemos a inconstitucionalidade desse artigo por ferir o princípio da proteção integral dos jovens, menores de idade, podendo ocasionar, inclusive, constrangimentos e discriminação desnecessários. Esclarecemos ainda, que este deslize não vicia a virtuosa proposta sobre o bulling escolar.

Caso aprovado o Projeto de Lei municipal 69/09, a Câmara de São Paulo estará dando um grande exemplo para as demais casas legislativas municipais brasileiras, constantemente envolvidas em escândalos, denúncias e malversação do dinheiro público.

» Inácio Feitosa é advogado e mestre em direito educacional

Sarney oculta da Justiça Eleitoral casa de R$ 4 milhões

Estadão.com.br

Imóvel localizado em área nobre do Lago Sul não foi incluída na declaração de bens do presidente do Senado

Rodrigo Rangel, Leandro Cólon e Rosa Costa, BRASÍLIA

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocultou da Justiça Eleitoral a propriedade da casa avaliada em R$ 4 milhões onde mora, na Península dos Ministros, área mais nobre do Lago Sul de Brasília. De acordo com documentos de cartório, o parlamentar comprou a casa do banqueiro Joseph Safra em 1997 por meio de um contrato de gaveta. Em nenhuma das duas eleições disputadas por ele depois da compra - 1998 e 2006 - o imóvel foi incluído nas declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral.

FHC diz que Lula fala coisas "levianas" quando está fora do Brasil



WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para a 
Folha Online

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou nesta quinta-feira as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a intenção da oposição com o possível afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

"O presidente, às vezes, abusa das palavras. Sabe que se o presidente do Senado eventualmente renunciar, haveria uma nova eleição. Não é verdade o que ele disse, eu lamento que o presidente diga coisas tão levianas. O presidente Lula, quando está fora do Brasil, não presta atenção nas palavras", disse FHC.

Ontem, Lula disse que a oposição quer afastar Sarney para colocar o tucano Marconi Perillo no lugar.

"É importante para o DEM e PSDB, que querem que ele [Sarney] se afaste para o [senador] Marconi Perillo [GO] assumir, o que não é nenhuma vantagem para ninguém. A única vantagem é para o Marconi Perillo e para o PSDB, ou seja, que quer ganhar o Senado no tapetão. Assim não é possível. Isso não faz parte do jogo democrático", disse Lula em Sirte, na Líbia.

FHC evitou comentar sobre a crise na Casa Legislativa. "Não quero opinar pelo Senado. Fui senador há muitos anos, apenas lamento o que está acontecendo lá. Porque é uma desagregação muito grande de uma instituição que é importante."

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Agaciel diz que sua assinatura em atos secretos foi falsificada

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Em quatro horas de depoimento à Polícia Legislativa, o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia fez novas acusações contra servidores do Senado e sustentou que sua assinatura foi falsificada em três atos secretos que foram apresentados pelos policiais.

A Polícia Legislativa não deu detalhes das novas denúncias, mas segundo o diretor da Polícia do Senado, Pedro Carvalho, são "graves". As acusações serão apuradas.

Na tentativa de se defender das acusações de que foi o responsável pela nomeação sigilosa no gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o ex-diretor-geral jogou para o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi a indicação de Lia Raquel Vaz de Souza.

Os policiais mostraram a Agaciel três atos secretos que teriam sido utilizados durante a prestação de serviços de Lia e que trazem a sua assinatura. Lia é filha do analista legislativo do Senado, Valdeque Vaz de Souza, ligado a Agaciel.

Os atos eram referentes à nomeação da servidora para cargo em comissão de assistente parlamentar da Secretaria de Recursos Humanos, depois para o gabinete de Demóstenes e, posteriormente, para o do senador Delcídio Amaral (PT-MS). "Ele disse que as assinaturas não eram deles", afirmou. Agaciel não indicou quem teria assinado em seu lugar. A Polícia Legislativa vai solicitar que o material seja periciado.

Demóstenes afirmou que Agaciel fez a nomeação sem seu conhecimento e pediu a abertura de inquérito. Aos policiais, o ex-diretor-geral fez uma explicação detalhada de como agia em torno de nomeações e exonerações de servidores ao longo dos 14 anos que comandou a diretoria geral do Senado. "Foi um depoimento importante, especialmente porque ele fez novas denúncias que não tínhamos conhecimentos. São graves, mas vamos investigar", disse.

Em documento distribuído ao senador Demóstenes, o sucessor de Agaciel na diretoria geral, Alexandre Gazineo afirmou que Lia foi nomeada por ato de Agaciel Maia e que não havia nenhum pedido de Demóstenes para nomeação da servidora.

Agaciel deixou o Senado sem falar com a imprensa. "Me perdoem, mas não vou falar", disse.

Depoimentos

Além de Agaciel, já prestaram depoimento sobre a denúncia: Lia Raquel, Valdeque, o chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim --que em entrevista à Folha acusou Agaciel de ordenar a não publicação dos atos secretos -- e outros dois servidores que trabalham no setor de recursos humanos do Senado. Lia negou ter conhecimento de que teria sido nomeada para o gabinete de Demóstenes.

A Polícia do Senado vai chamar Zoghbi para depor. Não está descartada uma acareação entre os dois ex-diretores.

Demissão

Agaciel Maia é apontado como o principal articulador das irregularidades do Senado. Em meio as desdobramentos da crise, ele entregou uma carta na semana passada, pedindo afastamento remunerado de 90 dias.

A expectativa é que o Senado deve anunciar nos próximos dias abertura de procedimento administrativo contra Agaciel. Se for comprovada sua responsabilidade na edição dos atos secretos, ele pode ser demitido.

A abertura de procedimento dependerá do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ou do primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI). Esse será o primeiro procedimento contra o ex-diretor.

De 1996 até março deste ano, o Senado só teve Agaciel Maia como diretor-geral. Nos últimos anos, ele centralizou decisões e ficou conhecido como o 82º senador. Agaciel deixou o cargo em março de 2009, depois que a Folha revelou que ele não tinha registrado em cartório uma casa situada em um bairro nobre de Brasília e avaliada em R$ 5 milhões. Hoje, trabalha no Instituto Legislativo Brasileiro, um órgão de apoio ao Senado.

PT decide não prestar apoio incondicional a Sarney

YAHOO NOTÍCIAS
 
A bancada do PT decidiu não prestar solidariedade incondicional ao presidente José Sarney (PMDB-AP). Depois de cerca de duas horas e meia de reunião que se estendeu ontem até as 23 horas, o partido acabou colaborando para enfraquecer Sarney ainda mais, ao fechar com uma proposta semelhante àquela apresentada à tarde ao próprio PSDB, que ponderou sobre a necessidade do senador peemedebista se afastar do cargo. A proposta do PT assemelha-se a uma intervenção branca. Sarney esperava o apoio total dos petistas.
O líder petista Aloizio Mercadante (SP) relatou que a sugestão é para que se crie uma comissão formada por representantes dos partidos e por consultores do próprio Senado, com o objetivo de gerir a crise e promover a reforma estrutural profunda que a Casa e a sociedade exigem."Esta comissão vai se integrar à Mesa Diretora de forma complementar, porque o colegiado que compõe a Mesa tem mandato", observou o líder.
Um petista que participou do encontro explica que a decisão foi por um pacto de silêncio até que Mercadante e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), conversem com Sarney pela manhã. Depois da conversa, a bancada petista volta a se reunir ainda hoje.
Na prática, a comissão promoveria, no mínimo, uma espécie de intervenção branca, em que o colegiado se comprometeria com mudanças profundas como a extinção do serviço médico, do Interlegis e do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB). O petista lembra que Sarney não recusou a proposta do PSDB. Ficou de pensar sobre ela, mas acabou atropelado pelo líder tucano Arthur Virgílio (AM), que subiu à tribuna para revelar que Sarney recusara a oferta. "Queremos dialogar com a Mesa e para isto é indispensável a criação desta comissão", explicou Mercadante.

A cobertura da crise no Senado

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
 
Por Lilia Diniz
Personagem da cena política brasileira há mais de 50 anos, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocupa as manchetes dos principais jornais do país nas últimas semanas. A crise ética que assola o Senado não é recente, mas durante a atual gestão de Sarney vieram à tona diversos escândalos, como a edição de atos secretos que beneficiam parlamentares e seus familiares, o uso indevido de passagens aéreas e o pagamento de horas extras durante as férias. E uma denúncia abala diretamente a figura de José Sarney: a de que seu neto opera o crédito consignado da Casa. Partidos de oposição pedem o afastamento temporário do senador do comando do Senado. Mas o político, que tem o apoio do PT e de parte do PMDB, alega que não foi eleito para "limpar as lixeiras do Senado" e insiste em permanecer no cargo. O Observatório da Imprensa exibido pela TV Brasil na terça-feira (30/6) discutiu a cobertura da imprensa sobre a crise do Senado.
O programa contou com a participação de dois jornalistas no debate ao vivo: Aluízio Maranhão, no Rio de Janeiro, e João Bosco Rabello, em Brasília. Maranhão é editor de Opinião do jornal O Globo há oito anos. Formado na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem 38 anos de profissão e foi diretor de Redação do Estado de São Paulo. Rabello é diretor da sucursal de Brasília do Estado de S.Paulo, trabalhou no Correio Braziliense, Jornal do Brasil e O Globo, participou da cobertura do último governo militar, do governo Sarney e da Constituinte, em 1988.
Agora herói
Antes do debate no estúdio, Dines comentou os assuntos de destaque dos últimos dias, na coluna "A Mídia na Semana". O primeiro tema da seção foi a cobertura da morte do cantor Michael Jackson. Dines avaliou que a morte do artista "tirou das manchetes a crise econômica, os escândalos do Senado, as eleições argentinas e o início da crise hondurenha", mas que estes temas ligados à política continuaram dominando o noticiário. Destacou que o ouvidor da Folha de S.Paulo "não aprovou a manchete do jornal" do dia seguinte à morte do artista porque este não deveria ser o principal assunto da edição.
Outro assunto da coluna foi a volta ao noticiário do tratado firmado entre o governo brasileiro e a Santa Sé. O acordo confere formato jurídico às relações entre o Executivo brasileiro e a Igreja Católica, prevê o ensino religioso nas escolas públicas, com presença facultativa, e a possibilidade da anulação do casamento civil no caso de o matrimônio religioso ser desfeito. O termo foi assinado no ano passado, mas na ocasião a imprensa "silenciou". "Agora, oito meses depois, a mídia parece arrependida e conta toda a história. Só não explicou porque silenciou durante tanto tempo", disse.
Dines comentou ainda a posição dos meios de comunicação em relação ao técnico da seleção brasileira de futebol, o ex-jogador Dunga. "A mídia não poupou o capitão Dunga quando há três anos foi escolhido como técnico da seleção. Agora, com o triunfo na Copa das Confederações na África do Sul, Dunga virou herói", avaliou.
Público vs. privado
No editorial sobre a crise no Senado, antes do debate ao vivo, Dines disse que a função de presidente do Senado "não poderia ser mais honrosa e visível", mas que a presidência da Casa "tem algo de maldita". Ressaltou que "boa parte dos seus ocupantes não consegue encerrar o mandato sem traumas" e que o problema não atinge apenas o Senado. "A maldição só se encerrará quando os eleitos perceberem o perigo de confundir a esfera pública com a esfera privada. Mais uma vez, as denúncias foram vocalizadas pela imprensa e, mais uma vez, a imprensa foi colocada, indevidamente, no banco dos réus, acusada, inclusive, pelo presidente da República, de denuncista – portanto, irresponsável. A imprensa cumpre o seu papel institucional. Se cometeu erros foi por omissão já que nenhum destes escândalos é recente", disse [ver íntegra abaixo].
O Observatório exibiu uma reportagem com opiniões de jornalistas e pesquisadores. Para a cientista política e jornalista Lucia Hippolito, o Senado está sendo "privatizado". Parlamentares usam a máquina administrativa para beneficiar a si e seus parentes. Em vez de um senador pagar pensão alimentícia para um filho gerado fora do casamento, dá a ele um emprego no Senado. "O senador José Sarney é um homem rico, tem muitas empresas. Por que não dá emprego para essas pessoas em uma de suas empresas? Não. Porque o Senado foi privatizado", criticou.
Há condescendência em relação a José Sarney por parte da imprensa, na avaliação de Lucia Hippolito. A jornalista destacou que o presidente do Senado trilhou sua carreira política praticamente toda durante a ditadura militar. "Só largou o barco da ditadura quando já estava fazendo água." O fato de ter sido um presidente da República "que respeitou a Lei" não é merecedor de destaque porque faz parte da obrigação de quem ocupa o cargo de chefe de Estado.
Lucia avalia que o que é lembrado do governo Sarney é sua "luta feroz" por mais um ano de mandato, e que no último ano o Congresso Nacional se transformou em um "mercado persa". Destacou ainda que Sarney controla o estado do Maranhão – detentor dos piores índices de desenvolvimento do Brasil – com mão de ferro há mais de 50 anos. A imprensa está cumprindo o seu papel, mas poderia ter descoberto as irregularidades antes. "Essas coisas não começaram a acontecer hoje, já vêm de muito longe. É a terceira vez que o senador José Sarney preside o Senado."
Diferentes matizes na cobertura
O jornalista Ricardo Noblat considera que essa é a mais grave crise que o Senado já enfrentou. Não porque seus elementos sejam diferentes de crises anteriores, mas porque esta culmina um processo de crises. "O Senado já perdeu pelo menos três presidentes: Antonio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e Renan Calheiros, e corre o risco de ver afastado seu atual presidente, José Sarney", disse. Para Noblat, a crise não será resolvida rapidamente e seu desfecho é imprevisível. Enquanto alguns jornais "vão a fundo" nas investigações, outros se precipitam. Há um outro grupo que prefere preservar a figura do presidente do Senado. "Seja porque eventualmente ele é seu colaborador e colunista, seja porque há contatos estreitos e antigos que justifiquem este tipo de comportamento", afirmou.
"Quando o presidente Sarney se disse vítima de uma campanha midiática ele não estava sendo nada original. Antonio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e Renan Calheiros, todos aqueles ex-presidentes do Senado que caíram na malha fina também disseram a mesma coisa", lembrou a jornalista Eliane Cantanhêde. "Só que a mídia não inventa papéis, não inventa documentos, nada disso." Contra fatos não há argumentos. Na opinião de Eliane, é preciso que os jornalistas tipifiquem os crimes e não extrapolem na cobertura dos escândalos. "O que está vindo a público já é suficiente para causar toda essa crise que a gente está vendo", disse.
Recentemente, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo, em sua coluna na revista Veja, definiu o atual presidente do Senado como "o oligarca perfeito". Pompeu explicou ao Observatório o porquê da alcunha. "Sarney é o velho oligarca do Nordeste e essa crise do Senado mostra bem o que ele é. Você tem a aparência de que está na frente de um estadista, mas está na frente de um oligarca nordestino com a aparência estadista e de grande intelectual. Por isso ele é o oligarca perfeito, porque finge não ser oligarca", disse. A confusão entre o poder político e o poder da mídia é "de um subdesenvolvimento atroz", para Roberto Pompeu de Toledo.
Humor como arma
Dono de um espaço diário na primeira página do jornal O Globo, o chargista Chico Caruso há anos desenha José Sarney nas mais variadas situações. Nesta atual crise do Senado, por exemplo, Caruso transformou o presidente do Senado em Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, e no cantor Michael Jackson. Para o chargista, a situação é grave porque mostra que o político "está há tanto tempo no poder" e não sabe separar o público do privado.
"Enquanto o Sarney continuar, haverá caricatura. A exposição é que faz o caricaturável da pessoa, não o tipo físico. Mas é claro que o jaquetão ajuda, o bigode ajuda, aquele acaju no cabelo já ralo ajuda também", disse. Caruso acredita que Sarney sabe lidar com a exposição através das charges porque tem "casca grossa". "Ele poderia ter encerrado a carreira com a liturgia, a majestade que o cargo lhe ofereceu. Quis voltar e expor sua `anatomia´ na janela, agora tem que sofrer", disse.
Outro tema tratado na reportagem foi o conglomerado de comunicação que a família Sarney possui no Maranhão. Jornais, emissoras de rádios e canais de televisão fazem parte do patrimônio. Dentro do estado, conforme explicou James Görgen, coordenador da pesquisa "Os Donos da Mídia", o clã tem predomínio na mídia. O Sistema Mirante, afiliado da Rede Globo, tem grande peso dentro do mercado publicitário no Maranhão.
Concessões e barganhas
"Tudo isso foi conquistado através de uma política talvez condenável. As concessões que eles receberam em 1987, quando o presidente do Senado era presidente da República, acabaram se consolidando", disse Görgen, Ele afirmou que atualmente é complicado mapear e comprovar as concessões de radiodifusão a políticos porque a relação dos parlamentares com os veículos que controlam "está sofisticada". O uso de "laranjas" é um empecilho às investigações.
A figura de José Sarney é identificada em geral com a dos antigos coronéis que comandavam a política no interior do Brasil. Lucia Hippolito explicou que o coronel é o intermediário entre o governo central e a política local, encarregado de trazer os recursos e benefícios para a sua base. "Ele tem que ter força no governo local e vice-versa. Há um processo de realimentação", disse. O coronelismo eletrônico – no qual grupos políticos ou famílias dominam a mídia local – é uma sobrevida desta situação. "O coronel mata a oposição e se mantém no poder", criticou.
O sociólogo e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Venício A. de Lima, também colunista do Observatório da Imprensa online, ressaltou que o coronelismo eletrônico significa a concessão de canais de rádio e TV como instrumento de barganha política. Até a Constituição de 1988, o Executivo tinha o poder exclusivo de conceder as outorgas. Com a promulgação da Carta Magna, o Congresso passou a participar dessa decisão. "Hoje, a influência deste controle tem diminuído não só porque começam a existir meios alternativos à radiodifusão, principalmente a internet, e também porque há uma consciência e uma organização maior da sociedade civil", disse. Venício ressaltou que não há como fazer política sem a visibilidade oferecida pela mídia.
Novas fontes para antigos problemas
No debate ao vivo, Dines cumprimentou João Bosco Rabello pela cobertura de O Estado de S.Paulo, sobretudo as reportagens investigativas, e perguntou que fatores contribuíram para que o trabalho da imprensa nesta crise fosse diferente de momentos anteriores. "Por que ficou fácil fazer isto agora e não era fácil antes, já que os ilícitos não são recentes?", questionou. Rabello comentou que a cisão ocorrida no funcionalismo do Senado com a eleição de José Sarney foi um dado essencial. "As seqüelas deixadas pela eleição do Sarney detonaram uma guerra política entre PT e PMDB que envolveu o funcionalismo, que pela primeira vez virou fonte", lembrou.
Intimidados ao fazer suas denúncias, os funcionários do Legislativo evitavam fornecer provas para materializá-las. "Pela primeira vez, a gente conseguiu botar a mão naquilo que era fundamental para estabelecer a diferença entre denuncismo e denúncia. A denúncia é substantiva e precisa ter em mãos aquilo que tivemos, como os atos secretos", disse. Outro fator destacado por Rabello foi que o Congresso Nacional vivenciou períodos intensos do ponto de vista legislativo, como a Constituinte, e de grande intensidade política, como os governos de Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco. Por isso, os repórteres de Brasília não estavam voltados para investigações e o funcionamento das instituições.
"Agora é um momento em que a instituição está sofrendo um strip-tease muito positivo e que revela algo diferente do que aconteceu com ACM, Jader Barbalho e Renan Calheiros. Com esses três, as denúncias começaram pelo comportamento pessoal deles. Neste caso, primeiro houve um strip-tease da área administrativa do Senado que, na sequência, se pode vincular ao seu presidente", analisou o diretor da sucursal de Estadão em Brasília.
Complexo de perseguição
Aluízio Maranhão chamou a atenção para uma postura recorrente de quem está no poder: reclamar que é vítima de uma conspiração midiática. "O poder não gosta da imprensa", sentenciou. Maranhão comentou que informações são vazadas somente quando há luta de grupos no poder. Um exemplo é o caso Watergate – quando dados secretos vazados por um informante foram investigados e publicados pelo jornal Washington Post –, que levou à renúncia do presidente americano Richard Nixon em 1974 por envolvimento com investigações ilegais na sede do Partido Democrata. "Era um racha no grupo da Casa Branca" explicou.
Sobre a situação no Brasil, o jornalista assegurou: "Não tem conspiração midiática nenhuma. O que tem é uma ruptura em uma aliança política dentro da máquina burocrática". O funcionalismo se apropriou da máquina, favorecido pela distância dos grandes centros urbanos que poderiam exercer pressões e fiscalizar as atividades. O editor de Opinião do Globo concordou com Alberto Dines em que todos os repórteres devem ter perfil investigativo, mas acredita que há pessoas "mais traquejadas", que não se acomodam na funções mais burocráticas da Redação. "Repórter é investigação, evidente. Se não, você vira um carimbador de informações que alguém passou", afirmou.
O sistema do "caciquismo político" foi condenado à morte no início dos anos 1990 com o advento da informática, na opinião de João Bosco Rabello. Para esses grupos políticos, a sobrevivência está intimamente ligada ao controle da informação, o que não é mais possível. A mudança ficou clara nos recentes escândalos no Senado. Muitas informações vieram do Maranhão, por intermédio de jornais "nanicos" e blogs. Os antigos coronéis estão defasados em relação à velocidade e à impossibilidade de controlar os meios de comunicação. "É o fim de um ciclo, que eles demoraram a perceber", disse.
Relação promíscua
Também foi debatida no Observatório a relação da mídia com o poder. Para Dines, os jornalistas devem se manter distantes dos políticos. "O político não pode pensar que domina a mídia", alertou. A modernização da administração das empresas jornalísticas e a profissionalização das redações nos últimos 15 anos têm mostrado um avanço no setor, na avaliação de Aluízio Maranhão. As relações pessoais em algumas situações são inevitáveis, mas é preciso perceber quando "o abraço é perigoso". É necessário ter consciência dos limites e uma estrutura profissional na Redação que consiga criar filtros para evitar deslizes.
Jornalista "não pode se misturar com a fonte", disse Dines. Uma das lições desta crise no Senado, para João Bosco Rabello, é a de que não se deve ter medo de perder a fonte. Políticos costumam ser importantes fontes de informação e não se deve ter receio de publicar denúncias envolvendo parlamentares. Rabello contou conhece o presidente do Senado José Sarney há mais de vinte anos, mas encarou a cobertura "de maneira jornalística".

Lula nega incômodo com ditadores na África

 
Estadão.com.br
 
Evento terá presença de líderes do Sudão, condenado por crimes contra a humanidade, e do Irã, alvo de protestos por suposta fraude eleitoral
Andrei Netto, TRÍPOLI
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai celebrar hoje, na abertura da Cúpula da União Africana, em Sirte, na Líbia, os avanços nas trocas comerciais entre o Brasil e os países árabes e africanos alcançados nos últimos seis anos. Cercado de ditadores, como o presidente da Líbia, Muammar Kadafi, e de líderes políticos cuja legitimidade foi posta sob suspeita pela comunidade internacional, como o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o brasileiro será o convidado de honra de um evento polêmico, do qual o governo não quer saber nem da pauta.

O encontro de Sirte já era marcado pela profusão de ditadores entre os 53 chefes de Estado e de governo do continente, incluindo o presidente do Sudão, Omar Al-Bachir, desde março alvo de um mandado de prisão internacional do Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade. Em abril, Lula abandonou um almoço da reunião de cúpula dos países árabes e sul-americanos para não ter de se sentar ao lado do presidente do Sudão.

O presidente iraniano confirmou sua presença no evento ontem à tarde, aumentando a saia justa diplomática. Ahmadinejad se juntará a Lula, ao primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), como "convidado de honra" do encontro.

CONSTRANGIMENTO

Delegações africanas já reunidas em Sirte demonstraram descontentamento com a presença do iraniano, alvo de reprovações da União Europeia - principal parceiro econômico e político da União Africana - desde as suspeitas de fraude na última eleição presidencial.

Lula, contudo, não se mostrou preocupado com as críticas. O presidente citou como uma das razões do convite a evolução do comércio entre o Brasil e a África (de US$ 5 bilhões em 2003 para US$ 26 bilhões em 2008) e entre o Brasil e os países árabes (de US$ 4,9 bilhões para US$ 20 bilhões no período).

O presidente destacou os acordos que serão assinados com a União Africana para a produção de algodão e a cooperação em agricultura e desenvolvimento social. Além disso, enumerou os projetos econômicos mútuos, que reforçam a parceria "sul-sul" - uma das bases da política externa da governo petista.

SOLIDARIEDADE

"Nós achamos que o Brasil, os Estados Unidos e a União Europeia têm dívidas com o continente africano", afirmou Lula, lembrando o pedido de desculpas formal que fizera pela escravidão. "A dívida é impagável do ponto de vista econômico e financeiro, mas ela pode ser paga com solidariedade, com investimentos em projetos de desenvolvimento, para que vejamos a África crescer", reiterou. "Daí minha gratidão pelo convite."

Lula disse ainda não se importar com a presença de líderes políticos controversos ao seu lado. "Quando você é convidado, não pergunta quem são os outros convidados. Você vai", justificou. "Aceitei sem perguntar quem vinha."

Confrontado com a questão, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também não viu contradições entre a presença do presidente brasileiro e de líderes africanos polêmicos. "O anfitrião tem o direito de convidar quem desejar", disse, referindo-se a Kadafi. "O presidente Lula foi chamado há muito tempo para ser o convidado especial da União Africana para a reunião de cúpula."

Tampouco a agenda da cúpula interessa o Brasil. "O presidente Lula é um convidado de honra para falar sobre as relações entre o Brasil e a África", sintetizou. "A agenda para a reunião é problema deles. O Brasil não tem de se meter nisso. O presidente não vai tratar dos assuntos que são específicos e internos da África."

O chanceler disse não saber quais foram os interesses do líder líbio ao chamar Ahmadinejad para o evento, mas afirmou que um eventual convite para um encontro entre os dois presidentes pode ser impossível por problemas de agenda.

Questionado se o governo brasileiro não via no convite a Lula uma tentativa de capitalizar com a presença de um governante popular, Amorim ironizou: "A presença do presidente Lula sempre capitaliza para todo mundo. Os líderes dos países mais ricos querem aparecer na foto com o presidente Lula. É um presidente popular. He?s the guy". A expressão em inglês alude à afirmação de que Lula é "o cara", feita em abril pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.



FRASES

Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente da República

"Quando você é convidado, não pergunta quem são os outros convidados. Você vai."

"Nós achamos que o Brasil, os Estados Unidos e a União Europeia têm dívidas com o continente africano"

Celso Amorim
Ministro das Relações Exteriores

"A presença do presidente Lula sempre capitaliza para todo mundo. Os líderes dos países mais ricos querem aparecer na foto
com o presidente Lula. É um presidente popular"

Os picaretas do Congresso

JC Online
por Fernando Antônio Gonçalves
 

Impressiona a cara de pau de alguns congressistas brasileiros. Acredito que os 300 picaretas apontados pelo presidente Lula, tempos atrás, já foram ultrapassados pela chegada de alguns novos salafrários eleitos por um povo que necessita saber defenestrar os bandidões do Congresso Nacional. Outro dia, um congressista do Maranhão, portador de uma gigantesca idiotia, disse temer ser obrigado, "daqui há pouco, a andar de jegue, morar em casa de palafita e mandar mensagens por pombo-correio", face as restrições moralizadoras mínimas que deverão ser aplicadas no Congresso Nacional, hoje mais conhecido como Casa de Mãe Joana, onde a esculhambação impera, para degosto de uma minoria que decentemente se comporta.

Olvidou-se aquele parlamentar que jegue não pode galopar jegue, palafita é efeito da ação picareta de muitos políticos iguais a ele, e que pombo-correio exige capacitação técnica do responsável, certamente algo que se encontra bastante aquém do seu nível mental.

Dias atrás, numa capital nordestina, praieira por excelência e bem dotada turisticamente, "enfrentei" duas horas de convivência com um "homus bobus", deputado federal travestido de entendido em fatos e feitos da conjuntura contemporânea, "especializado" em piroca nenhuma e despreocupado com as regras gramaticais e as estruturas lógico-formais da epistemologia para principiantes. Um jumentálico, no definir do João Silvino da Conceição, meu irmão de existência. Racista, embora nitidamente não branco, confessava sua irritação por todos aqueles que defendiam os menos favorecidos. Explicitamente equüino nas Ciências Humanas, não compreendia as razões de se levantar o boicote à Cuba, acreditando que a pena de morte seria a melhor das soluções para os atuais índices de criminalidade. E ainda considerava que o objetivo último do bem viver estava intrinsecamente vinculado a três fatores: mulher, dinheiro e poder, o lazer sendo melhor usufruído por quem melhor conciliasse o "trinômio".

Indagado por mim sobre as suas leituras feitas nos últimos anos, esboçou um sorriso debochoso, quase me deixando convencido da existência de um pedaço da humanidade que não teria seguido à risca os parâmetros evolucionais de Darwin. E perguntou, de supetão, se valia a pena ler. Devidamente adentrado nos anos 40, corpo bronzeado e olhos bem negros, confessou malhar três horas por dia, caminhar oito quilômetros e cumprir sesta de duas horas todas as tardes, religiosamente, embora não acreditasse em nada relacionado com o além-vida, ainda que, no pulso esquerdo, exibisse duas fitinhas amarelas que pareciam bem amarradas, quase apodrecidas. Ao lhe dizer o que eu fazia, ensino, consultoria e pesquisa, espantou-se sem relinchar: "Como você aguenta ser isso?" E olhou-me como se eu fosse uma espécie raríssima, certamente um "homo-imbecilis", desses que perdem muito tempo com vocação docente, cultura, empregabilidade, democracia, educação, dignidade, desenvolvimento de todos, direitos humanos, espiritualidade e cenários futuros.

No cumprimento final, respeitosamente me aconselhou: "Tás ainda ágil, amigo. Sai dessa e entra numa boa, numa que dê muito ibope, tutu e mulher, que é o que hoje vale. O resto é cascata pura, cada um devendo procurar o melhor para si, sem se preocupar em dar colher de chá pros outros". Almocei logo depois com um amigo de infância, ainda sentindo a sensação de ter encontrado uma espécie não rara do atual Congresso. Que será maioria, caso as lideranças responsáveis pelos nossos destinos, juntamente como os demais segmentos comunitários, não binoculizarem estratégias compatíveis com um desenvolvimento econômico-social que privilegie um saber-fazer lastreado numa responsabilidade consciente, sem as equinocidades de alguns bípedes mal evoluídos, portadores de intenções alibabásticas, nomeados alguns até secretamente.

» Fernando Antônio Gonçalves é professor universitário e pesquisador social

FSP ALEGA PLURALISMO PARA MANTER COLUNA DE SENADOR CORRUPTO

Janer Cristaldo

Quando Flávio Alcaraz Gomes, todo-poderoso jornalista da Caldas Júnior, de Porto
Alegre, destroçou a calota craniana de uma menina com um tiro de escopeta, foi demitido da empresa na mesma noite do crime. Quando Pimenta Neves, diretor de redação do Estadão, assassinou com dois tiros pelas costas sua amante, também foi demitido. Certo, José Sarney não matou ninguém. Mas quem mata uma pessoa mata apenas uma pessoa. Sarney, ao usar o Senado para empregar seus parentes e seus cupinchas, lesou a nação inteira. Reproduziu na mais alta instância legislativa do País as práticas feudais dos senhores de baraço e cutelo.

Continua no entanto assinando serenamente sua crônica na Folha de São Paulo. Segunda-feira, 22 de junho, perguntei ao ombudsman se o jornal manteria a coluna do senador ladrão. Na quinta-feira, 25, recebi como resposta:

Caro Senhor Janer,

agradeço sua manifestação, levada ao conhecimento da direção do jornal.
Atenciosamente,

Carlos Eduardo Lins da Silva
Ombudsman - Folha de S.Paulo


Hoje é quarta-feira, 30 de julho. Resposta alguma da direção do jornal. Sei que outros leitores da Folha estão encaminhando a mesma pergunta ao ombudsman. Resposta recebida por um deles:

O pluralismo é um dos pilares do projeto editorial da Folha. A presença de José Sarney como colunista do jornal atende a esse requisito de pluralidade.

Esperamos que o sr. continue como nosso leitor.

Grato,

Ricardo Melo, secretário-assistente de Redação


Ou seja: amanhã, o impoluto prócer da República estará digredindo olimpicamente sobre o sexo dos anjos, como se mácula alguma tingisse seu nome. Que seus pares o protejam, entende-se. Todos têm o rabo preso. Mas um jornal que se pretende independente não tem porque segurar um senador corrupto. O secretário-assistente de Redação alega pluralismo. Não é o caso.

Pluralidade de opiniões é uma coisa. Conivência com a corrupção é outra. A Folha, que pretende ter o rabo preso com o leitor, em verdade tem o rabo preso com o senador.

Gabrielli fala demais e irrita governistas


JC Online
 
BRASÍLIA – Uma entrevista do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, publicada na edição de ontem do jornal O Estado de S.Paulo, deixou a bancada do governo em situação embaraçosa e prejudicou o esforço do Palácio do Planalto em evitar – ou adiar – a instalação da CPI, criada pelo Senado, para investigar irregularidades na estatal. Senadores do governo e da oposição concordaram que Gabrielli foi inábil e mostrou uma arrogância que prejudica a estratégia de negociação dos governistas.

No trecho mais forte da entrevista, Gabrielli disse que, na falta de fatos determinados para investigar, senadores estariam apelando para “fatos artificiais” armados em combinação com a imprensa. A seguir fez uma ameaça velada: “Estamos preparados para um vale-tudo”. A reação veio rápida: “Essa arrogância do Gabrielli esconde medo”, rebateu o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

Líder do PTB e vice-líder do governo no Senado, o senador Gim Argello (DF), um dos articuladores do movimento para barrar a CPI, ficou desconsolado com a entrevista. “Não vejo necessidade em bater no Congresso. Não vejo parlamentares com intenção de detonar a Petrobras”, observou. Para o senador, bater no Congresso “não é o melhor caminho para evitar uma CPI”.

A sensação geral é de que o presidente da Petrobras vem desde o início atropelando a estratégia do próprio governo. O primeiro erro teria sido a perambulação de Gabrielli nos gabinetes do Senado, há duas semanas, na presunção de que iria dobrar a oposição. “Agora ele repete o erro com ameaças veladas”, criticou o senador Eduardo Casagrande (PSB-ES). As denúncias elencadas na CPI incluem irregularidades em contratos da estatal até manobras contáveis para sonegação de R$ 4 bilhões em impostos. Estão ainda incluídas acusações de beneficiamento a prefeituras e projetos de políticos petistas na destinação de recursos da Petrobras.

Lula diz que Brasil não reconhece novo governo em Honduras

Estadão.com.br

Presidente afirma que é inaceitável que alguém tome o poder pela "via do golpe", sem eleição livre e direta

Daniela do Canto, do estadao.com.br

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o golpe de Estado em Honduras que derrubou o presidente José Manuel Zelaya. As declarações foram feitas durante o programa de rádio Café com o Presidente, transmitido na manhã desta segunda-feira, 29. "Nós não podemos aceitar ou reconhecer qualquer novo governo que não seja o presidente do Zelaya, porque ele foi eleito diretamente pelo voto, cumprindo as regras da democracia", afirmou. "E nós não podemos aceitar mais, na América Latina, alguém querer resolver o seu problema de poder pela via do golpe, porque nós não podemos aceitar que alguém veja alguma saída para o seu país fora da democracia, fora da eleição livre e direta. E o Zelaya ganhou as eleições."

BÊBADO É QUEM NÃO SABE BEBER

Janer Cristaldo

“Agora fiquei curioso, beber bebida alcoólica e não ficar bêbado? – me pergunta um leitor – “Acho que não tem como. Tem? Como?”

Ah, meu caro! Exige um aprendizado. E prática constante. Meu pequeno círculo de amigos bebe com entusiasmo e ninguém fica bêbado. Aliás, detesto bêbados. Jamais aceitaria um em minha mesa.

Fora algumas pessoas que não têm tolerância alguma ao álcool – e eu as conheço –, só se embriaga quem não sabe beber. Vi isto na Suécia, nos anos 70. O álcool era proibido nos bares. Só se bebia em restaurantes. Só com comida e a partir do meio-dia. Se você estava comendo uma pizza às 11h30 e pedia uma taça de vinho, nada feito. Só às 12h em ponto e a preços de tornar qualquer cristão sóbrio. Em supermercado, nem pensar. O máximo que alguém podia comprar era a mellanöl, uma cervejinha com pouco mais de 1% de teor alcoólico. E isso se provasse ser maior de 18 anos. Álcool mesmo, só era vendido nos systembollag, lojas estatais que abriam às oito da manhã e fechavam às seis da tarde. Aos sábados, fechavam ao meio-dia. Fins de semana, álcool só no câmbio negro. Estocolmo foi a cidade em que vi mais bêbados em minha vida. Nos fins de semana, jovens cambaleando nas ruas, um cheiro ácido de vômito nos vagões do metrô. Na Noruega, quando passei por lá, nas lojas estatais só podia comprar álcool quem provasse ter mais de 25 anos.

Por outro lado, nas tascas de Madri ou Lisboa, e mesmo em Paris, vi gente bebendo o dia todo e bêbado nenhum nas ruas. Devem existir, é óbvio. Mas não é fenômeno visível. Certo, em Paris havia os clochards, mas ser clochard é uma opção de vida. Digo havia, porque não lembro de ter visto clochards em minhas últimas passagens por lá.

Anos mais tarde, voltei à Suécia. A bebida havia sido liberada, pelo menos nos bares. Milhares de novos bares por todos os lados, gente bebendo alegremente nas terrasses e, aparentemente, bêbado nenhum nas ruas ou metrôs. O Kungstradgården - Jardim do Rei, em língua de gente - era uma praça que tinha um só boteco em meus dias de Estocolmo. E com todas as restrições supra. Hoje, está repleta de bares e restaurantes, com gente bebendo à vontade. Com a liberação da bebida alcoólica, os suecos parecem ter aprendido a beber.

Beber sem embriagar-se tem seus riscos, há quem acabe passando da dose saudavelmente permissível. É uma aposta. Se ganhar, ganhou. Se não ganhar, será um desastre. Já vi muita gente morrendo devido ao álcool nas minhas cercanias. Junto a mim, ninguém.

O que não admitimos, nós que bebemos, é essa recomendação médica de beber apenas uma ou duas taças de vinho por dia. Com duas taças estamos longe de sentir o vinho. As palavras sequer começaram a fluir. Tenho uma boa amiga que, após meia garrafa de vinho, começa a falar grego. Depois de uma garrafa, eu até a entendo.

Beber é inerente ao jornalismo. Em meus dias de Caldas Júnior, em Porto Alegre, tive um colega admirável, o Carlos Raphael Guimaraens. Bom de copo, pessoa de cultura extraordinária, era uma enciclopédia ambulante. Quando a Caldas foi comprada por um certo Dr. Ribeiro, que de Dr. não tinha nada, correu um boato nos corredores, de que BBCs não mais seriam admitidos na empresa. Por BBC Dr. Ribeiro entendia bichas, bêbados e comunistas. O Guima foi objetivo:

- Dr. Ribeiro! Dá pra se fazer um jornal sem bicha. Também dá pra se fazer um jornal sem comunistas. Mas sem bêbado não se faz jornal.

Não que fosse bêbado. Apenas assumiu a terminologia do "Dr" Ribeiro. Era homem que bebia e certamente o mais brilhante articulista da Caldas. (O único brilhante, eu diria). Certo dia, parou subitamente de beber. Apreensão entre nós, seus amigos. O Guima deve estar doente. Estava mesmo. Morreu pouco tempo depois. Nada de cirrose, mas problemas cardíacos.

Certa vez, um médico teve o atrevimento de dizer-me: “o permissível por dia é meio copo de cerveja”. Ora, doutor, meio copo de cerveja não existe. Que não se confunda quem bebe com bêbado. Bêbado é quem não sabe beber.

SARNEY E LULA

 
 


PORTAL TERNUMA
por NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado

Os jornais de hoje (26/06) relatam que José Ribamar Sarney está atribuindo ao seu apoio ao presidente Lula o que chamou de “campanha midiática” contra a sua pessoa. Mais ou menos assim: os fatos relatados de nepotismo, devidamente comprovados, que remontam à nomeação de sua filha Roseana quando o próprio Sarney tornou-se presidente da República, nada têm de imorais. O malfeito não estaria na raiz do escândalo. As práticas nepotistas deveriam ser consideradas normais e conformes às tradições políticas. O barulho se deveria exclusivamente porque o presidente do Senado está na base de apoio do governo.
Convém lembrar que, desde a eclosão da crise, Lula tem dado declarações protocolares de apoio a Sarney sem, no entanto, entrar no mérito das denúncias. Ao mesmo tempo, o PT age dentro do Congresso contra o ex-presidente. Qual a lógica dessa dança política?
Em primeiro lugar, Sarney sempre foi aliado de Lula, mas sempre foi mal aceito pelas hostes petistas. Sarney ligou seu nome ao Regime Militar e isso é inesquecível para as esquerdas. Por outro lado, foi Sarney quem abriu a avenida para a conquista do poder pelas esquerdas, coroada com a chegada de Lula Lá. Sem a morte de Tancredo Neves a trajetória de ambos, Sarney e Lula, seria bem outra. Sarney foi a semente e Lula é o fruto maduro dessa simbiose reciprocamente proveitosa. Para ambos, vale a paráfrase a Caminha: “Em se pagando, tudo dá”. Ou, relembrando o velho Severino Cavalcanti: “É dando que se recebe”.
Um segundo ponto que precisa ser sublinhado é o instinto de sobrevivência político amoral do ex-presidente. Sarney, desde a origem, sempre fez qualquer acordo e qualquer aliança para se manter no poder, sem perguntar nem como nem de onde viria o apoio. Essa é a sua característica mais saliente.
Mas Sarney, embora seja afável ao ponto da subserviência a Lula, tem agenda própria, por vezes conflitante com a do presidente em exercício. Sua história é a de um político tinhoso e vencedor. Só em 2009 dois fatos maiúsculos aconteceram, em favor de Sarney e em prejuízo do PT: a eleição da Mesa do Senado, quando Sarney peitou os interesses da agremiação governista, fazendo-se presidente da Casa, e a cassação de Jackson Lago, muito ligado ao PT, que deu lugar à própria filha de Sarney, Roseana, no governo do Maranhão.
Vi esses fatos acontecerem e fiquei a imaginar qual seria o contra-ataque vermelho. Está aí. Essa sucessão de denúncias, vindas a público em doses homeopáticas diárias, tem autor. E o único grupo com organização e fontes capazes de gerar esse estremecimento é o PT, partido que se infiltrou por todos os recantos do Estado brasileiro, agindo de forma revolucionária, com acesso a tudo. Essa campanha contra Sarney tem autor: é o PT.
A troca de gentilezas públicas entre Lula e Sarney não passa de ritual que esconde a realidade. Sarney infligiu duras derrotas ao PT, com sérias implicações para a sucessão presidencial, motivando a vingança ora em curso. Por outro lado, Sarney sabe disso, mas faz o discurso oposto, como se o inimigo não fosse o próprio Lula. Ambos os políticos têm índole conciliatórias, o que favorece esses rapapés públicos. A demonstração recíproca de cinismo chega a ter recorte literário, tal a radicalidade. Mas não se engane, meu caro leitor: a luta que se trava é entre dois colossos. Mas o velho Sarney está em desvantagem, porque não dispõe dos meios de espionagem e de ação de mídia que tem o PT. Entrou nessa luta perdido. Seus aliados são de ocasião, enquanto a tropa do PT tem sólida formação ideológica e comando centralizado.
Enquanto não temos o desfecho estamos vendo o desfilar da sordidez das nossas práticas políticas, pois decidiram abrir os baús do velho sótão maranhense. É o lado bom e profilático do processo, embora eu não creia que as práticas venham a mudar. Ao contrário. A esquerdização escancarada das ações políticas leva a essa degenerescência crescente. Pense, meu caro leitor: o que representa a meia dúzias de parentes do Sarney nomeados, por mais repugnante que seja o fato, perto dos milhares e milhares de cabos eleitorais que a corriola petista tem empregado no Poder Público? Dos concursos inúteis abertos apenas para acomodar a corriola? Sarney saiu mais barato e mais limpo que o PT. Infelizmente, a opinião pública ignora esses fatos elementares. Lembrando que um erro não paga outro: Lula e Sarney são farinha do mesmo saco. Merecem-se.

Deve mofar na cadeia

PROSA & POLITICA - por Adriana Vandoni

O ex-procurador-geral do Estado de Roraima, Luciano Queiroz (na foto ao lado de Magno Malta), foi condenado a 202 anos de prisão por participação em um esquema de pedofilia, pelos crimes de estupro, atentado violento ao pudor e exploração sexual de crianças e adolescentes. Este homem é um nojo, como bem disse o senador Magno Malta quando acabou de escutar o depoimento de Luciano Queiroz na CPI da Pedofilia: “Tenho nojo do senhor”.

Chefão da mídia amestrada elogia internet e critica projeto tucano que prevê identificação dos internautas

Alerta Total: www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão

O chefão Lula da Silva cada vez mais se supera nas entrevistas estratégicas que o Bolcheviquepeopagandaminister agendou para ele na mídia amestrada. Ontem, em Porto Alegre, o futuro jornalista Luiz Inácio comentou que o Brasil nunca viveu um ambiente de liberdade de informação tão grande. Prestes a lançar sua coluna jornalística, Lula cutucou que a imprensa tradicional está perdendo poder para os novos meios, graças ao acesso cada vez maior à Internet.

Lula aproveitou o elogio à nova mídia para dar um recado a seus adversários: “Estamos vivendo um momento revolucionário da humanidade em que a imprensa já não tem o poder que tinha há alguns anos. A informação já não é mais uma coisa seletiva em que os detentores da informação podiam dar golpe de Estado”. A mensagem foi dada no discurso do 10º Fórum Internacional Software Livre em Porto Alegre (RS).

Lula aproveitou o fórum para bater nos tucanos. Tanto que ajudou a ecoar as críticas ao projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que trata de crimes eletrônicos. Lula deu a entender que vetará o projeto - por entender que ele fere a privacidade do usuários da Internet, prevendo a identificação dos internautas. Vendo interesse policialesco no projeto, Lula bateu: “Essa lei não visa a corrigir abusos na Internet. Na verdade, quer fazer censura. Precisamos responsabilizar as pessoas, mas não proibir ou condenar”.

O PODER CORROMPE... MAS É UMA DELÍCIA!!!

 
 
Enquanto isso no Senado...
 

Michael Jackson morreu vítima de ataque cardíaco, diz site

Diário de Pernambuco
Agências de notícias internacionais divulgaram agora há pouco que o popstar Michael Jackson faleceu vítima de um ataque cardíaco. A informação ainda não foi confirmada oficialmente. Ele foi atendido por paramédicos por volta das 16h20 (horário de Brasília) desta quinta-feira.

Segundo o site americano TMZ, o astro teria recebido massagem cardíaca para reanimação ainda dentro da ambulância. Uma equipe médica teria sido chamada pelo 911 para a casa de Michael Jackson em Los Angeles, às 12h21m (hora local, ou 16h21 horário de Brasília).

O site TMZ chegou a noticiar que o pai de Michael Jackson disse por telefone que o cantor "não está nada bem". Outro parente não identificado informou que o estado de saúde do cantor é "muito ruim". Os irmãos do astro estão se dirigindo para o hospital da Universidade de Los Angeles (UCLA).

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

 


The New York Times
Michael Jackson Hospitalized
LOS ANGELES – An unconscious Michael Jackson was rushed to UCLA Medical Center on Thursday afternoon by paramedics who performed C.P.R., according to the Los Angeles Fire Department.

Early reports indicated cardiac arrest, but a hospital spokeswoman was not immediately available for comment. Mr. Jackson, 50, has been renting a mansion in the Bel Air neighborhood, a short distance from the hospital, and rehearsing for a series of 50 sold-out shows in London.

Joe Jackson told to E! News, an entertainment Web site and cable channel, that the singer’s family was scrambling to determine his condition. “I am in Las Vegas, but yes, people in Los Angeles called me and are with Michael and tell me he was taken to the hospital,” Mr. Jackson told E! News. “His mother is on her way to the hospital now to check in on him.”

Mr. Jackson is scheduled to perform in a series concerts in at the O2 arena London, beginning next month and continuing into 2010. The shows have been widely seen in the music industry as an important potential comeback for him, with the potential to earn him up to $50 million, according to some reports. But there has also been worry and speculation that Mr. Jackson, who is 50, was not physically ready for such an arduous run of concerts, and Mr. Jackson’s postponement of the first of those shows from July 8 to July 12 fueled new rounds of gossip about his health.

member of the pop group the Jackson 5 as a child, Mr. Jackson was a pint-size musical dynamo. He spent years in talent shows and performing in seedy Midwestern clubs under the aegis of Joe Jackson, his dictatorial and ambitious father. Joe Jackson and Berry Gordy, the founder of Motown Records, were the singer’s twin mentors during the early career.

Mr. Jackson eventually broke with his father and the Jackson 5, a move toward creative and financial independence marked by his collaborations with Quincy Jones on a trio of albums. The most memorable of those is 1982’s “Thriller,” which eventually racked up sales of 51 million copies globally, according to the Guinness World Records, making it the best-selling album in history.

A spokesman for the Los Angeles Fire Department told CNN said rescuers were called to Mr. Jackson’s home at 12:21 p.m. Pacific. “When paramedics went on the scene, they treated the patient, then they immediately transported the patient to UCLA,” the spokesman told CNN. Mr. Jackson’s home is located only a few minutes from the hospital center.

More to come …

Simon pede que Sarney deixe presidência do Senado

Clica Brasília

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu, há pouco, em discurso proferido na tribuna do Senado, o afastamento do presidente José Sarney do cargo para que corram sem sua influência as investigações sobre irregularidades envolvendo a contratação de parentes seus.
“É bom que o presidente Sarney largue a presidência do Senado antes que essa situação fique insustentável”, afirmou Simon.

Para Simon, a crise pela qual o Senado passa diz respeito a atos praticados durante 15 anos pelo ex-diretor-geral, Agaciel Maia, alçado ao cargo, segundo o peemedebista, justamente por Sarney ao assumir a presidência da Casa pela primeira vez.
Em aparte a Simon, o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI) disse que o próprio peemedebista era responsável pela atual crise do Senado por ter rejeitado, em novembro do ano passado, sugestão dele e de um grupo de senadores para que Simon se candidatasse a presidente da Casa, numa chapa extrapartidária.
Fortes disse, ainda, que, no exercício do cargo que ocupa, ele tem mais uma função de “bedel e delegado de polícia”.
Agência Brasil

Air France: corpos de piloto e de comissário do voo AF 447 foram identificados

Clica Brasília
 
A companhia aérea Air France informou hoje (25) que os corpos do comandante e de um comissário de bordo do voo AF 447 já foram identificados. Por meio de nota, o diretor-geral da empresa, Pierre-Henri Gourgeon, manifestou solidariedade às famílias.
O comunicado não informa o nome do comandante. Segundo a BBC Brasil, de acordo com informações veiculadas pela imprensa francesa  o piloto seria Marc Dubois, de 58 anos. A Air France informou que ele tinha 11 mil horas de voo – 1,7 mil delas em Airbus A330 e A340.
O Airbus A330 da empresa deixou o Rio de Janeiro com destino a Paris no último dia 31. Cinquenta corpos de passageiros foram encontrados, dos 228 que viajavam a bordo. Mesmo depois de vários dias sem encontrar mais corpos, a Aeronáutica e a Marinha continuam as buscas.
Agência Brasil

STJ: contratar prostitutas adolescentes não é crime

JC Online

BRASÍLIA – Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluíram que dois homens que pagaram para fazer sexo com garotas de programa adolescentes não cometeram crime de exploração sexual de menores, confirmando decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que já tinha absolvido os dois clientes. Eles foram acusados de contratar os serviços de três garotas de programa num ponto de ônibus. Teriam pago R$ 80 para duas adolescentes e R$ 60 para uma terceira.

O TJ de Mato Grosso do Sul rejeitou a acusação de exploração sexual alegando que as adolescentes já eram prostitutas conhecidas. De acordo com a decisão, a responsabilidade penal dos acusados seria grave se eles tivessem iniciado as meninas na prostituição.

O caso chegou ao STJ porque o Ministério Público recorreu. O MP argumentou que o fato de as meninas serem prostitutas não exclui o crime de exploração sexual. De acordo com a decisão do STJ, o cliente “ocasional” que contrata uma adolescente que já é prostituta não pode ser acusado de submetê-la à prostituição ou à exploração sexual, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Mas o STJ confirmou a condenação dos dois réus por terem fotografado as menores em poses pornográficas. Esse crime está descrito no Estatuto da Criança e do Adolescente como adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.

Lula não quer crise no Senado e chama denúncia de coisa menor

 
Presidente defendeu Sarney, como na semana passada, e diz que ele já está investigando as denúncias
Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo
 
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 25, que disse que "não quer transformar as coisas que aconteceram no Senado em uma crise institucional", referindo-se às denúncias sobre atos secretos, nepotismo e atuação do neto de Sarney em operações com crédito consignado aos servidores da Casa, publicadas na edição desta quinta do Estado. Lula defendeu a apuração de todas as denúncias para evitar que as discussões girem em torno desses fatos, como vem ocorrendo há mais de um mês. "Tem uma, duas, várias denúncias. Mas tem uma fase de apuração. Então, apure-se e tome-se as medidas. O que não pode é um país que tem coisas importantes para fazer, a gente ficar um mês inteiro tratando de coisas menores", disse.
 
Advertido sobre a gravidade das denúncias, Lula afirmou que o Tribunal de Contas da União (TCU) deve investigá-las. Disse ainda que desconhece a existência de contas secretas. Lula voltou a defender Sarney, como na semana passada: "Sarney foi eleito. Os senadores elegeram ele. Ele tem um compromisso de fazer apuração e ele disse que está apurando isso. Só espero que haja apuração".

Sarney diz que há "campanha midiática" contra sua permanência no comando do Senado

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
 
Em nota divulgada nesta quinta-feira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que existe uma "campanha midiática" contra sua permanência no comando da Casa.
 
Sarney afirma que seu neto José Adriano Sarney tem qualificação profissional para intermediar empréstimos consignados entre instituições bancárias e servidores do Senado.
"As explicações do meu neto, pessoa extremamente qualificada com mestrado na Sorbonne e doutorado em Havard, são suficientes para mostrar a verdadeira face de uma campanha midiática para atingir-me na qual não excluo a minha posição política, nunca ocultada, de apoio ao presidente Lula e seu governo", disse.
Sarney passou a manhã de hoje reunido com assessores em sua residência em Brasília e não deve comparecer ao Senado. Segundo interlocutores, o presidente do Senado quer evitar o constrangimento de ouvir mais pedidos para que se afaste do cargo.
José Adriano Sarney também divulgou um esclarecimento hoje negando que tenha sido favorecido por seu avô para conseguir fechar negócios com a instituição. Segundo ele, as "insinuações são descabidas". "Condeno as insinuações descabidas, Nunca tive qualquer favorecimento, sou profissional qualificado, cuidando da minha vida", disse em nota.
A denúncia que envolve o neto de Sarney, publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo", afirma que o esquema de empréstimo consignado para servidores do Senado inclui entre seus operadores José Adriano Sarney, neto do peemedebista. Segundo o jornal, de 2007 até hoje a empresa de José Adriano teve autorização de seis bancos para intermediar a concessão de empréstimos com desconto na folha de pagamento.
Adriano Sarney é filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). O neto do presidente do Senado disse, na reportagem, que sua empresa fatura por ano menos de R$ 5 milhões. De acordo com o jornal, José Adriano abriu a empresa quatro meses depois que o então diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi, inaugurou assessoria para intermediar os contratos no escândalo que o afastou do cargo.

FAMÍLIA QUE MENTE UNIDA JAMAIS SERÁ VENCIDA

Janer Cristaldo

Atolado até o pescoço por ter transformado o Senado em prebenda de seu clã, José Sarney divulga nota hoje:


Sobre a matéria divulgada hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo, considero os esclarecimentos prestados pelo meu neto, José Adriano Cordeiro Sarney, pessoa extremamente qualificada, com mestrado na Sorbbone, e pós graduação em Harvard, suficientes para mostrar a verdadeira face de uma campanha midiática para atingir-me, na qual não excluo a minha posição política, nunca ocultada, de apoio ao presidente Lula e seu governo.

Sorbbone, assim com b duplo, é por conta do erudito senador. Sarney acusa o Estadão. Mas a Folha de São Paulo, jornal onde assina coluna, terá obrigatoriamente de divulgar o fato. A edição on line do UOL de hoje, ao divulgar a defesa do neto, divulga o fato. José Adriano Cordeiro Sarney afirma que seus negócios são bem sucedidos por causa de sua formação:

Sou economista e administrador formado na Universidade Americana de Paris, com especialização em Economia Internacional pela Universidade de Sorbonne, na França, e curso de Pós-graduação na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Nessa condição, fui gerente no departamento responsável por créditos e, posteriormente, pelos conhecimentos na área, decidi atuar nesse mercado.

Ou avô e neto mentem ou não foram informados que Universidade de Sorbonne não existe. Desde 1969. Sou mais a primeira hipótese, afinal estamos tratando com pessoas que tem acesso à informação. Amanhã, veremos se a Folha mantém a coluna do senador corrupto, ladrão e mentiroso.

PAC empaca e Dilma culpa FHC

Coturno Noturno

postado por Coronel
 
É apenas um exemplo. Os dados são do INEP/MEC. Oficialíssimos. Os dados da Educação Superior no Brasil exemplificam o grande estelionato numérico praticado pelo governo Lula, novamente demonstrado hoje por Dilma Rousseff, ao culpar o governo FHC pelo PAC empacado. A cada momento, ouvimos Lula dizer que "nunca na história deste país" tantos alunos tiveram chance de ingressar no ensino superior, que ele está fazendo em cinco anos o que os outros não fizeram em cinquenta e todas estas balelas, estas mentiras, esta demagogia barata. Vejam no quadro acima como FHC entregou o ensino superior para Lula. De todas as instituições brasileiras, 11,9% eram públicas. Com Lula, elas são agora 10,9%, o que prova que Lula, a par de abrir algumas instituições, proporcionou uma desordenada expansão do ensino privado, especialmente dando concessões para aliados políticos no norte e no nordeste. Lula privatizou ainda mais o ensino superior brasileiro. No último ano de FHC, 30,2% dos alunos estavam nas instituições públicas e gratuitas. Com Lula, este número baixou para 25,4%, cinco anos depois. Lula abriu instituições públicas em grande número, mas não fez os prédios e as salas de aula, não contratou os professores e o resultado é um só. Lula aumentou o número de alunos nas universidades pagas. Lembram qual era a maior crítica do PT ao governo FHC no ensino superior? A privatização. Olhando os dados acima, quem privatizou mais? A oposição deixou que um monstro mentiroso fosse criado, quando perdeu a eleição de 2006 para um homem só sem defender a verdade. Este monstro, hoje, não tem mais limites para as suas mentiras. E, se não tomarem cuidado, um novo monstrinho está nascendo e já mostrou as garras hoje. O nome do bicho é Dilma Rousseff.
Postado por Coronel
 
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